Arquivo de Sem Categoria

Com a palavra, o pai brasileiro

kristi hf - kristi hf

KRISTI VALBE, este é o nome da minha terceira filha, uma menina de 16 anos, vinda da Estônia, que não falava sequer uma palavra em português, mas tinha um algo a mais em seu olhar. Uma pessoa encantadora de caráter e personalidade fortes, mas de uma delicadeza sem igual.

Através da YFU, Deus nos permitiu, a mim e a minha família, conhecermos e convivermos com a Kristi, que, neste ano que passou conosco, nos conquistou e nós a conquistamos para a eternidade.

No começo tivemos algumas dificuldades com relação à comunicação, pois do estoniano para o inglês e para chegar ao português, não é fácil. Mas após algumas investidas, ela com cinco meses de Brasil, já falava de qualquer assunto com quem quer que seja em português e, detalhe, quase sem sotaque… realmente o esforço dela foi maravilhoso.

Nós moramos em Caçapava, interior de São Paulo, no Vale do Paraíba, entretanto levamos a Kristi por duas vezes ao Rio de Janeiro, cidade que ela amou. Mostramos também todo o litoral norte de São Paulo, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilha Bela. Estivemos em Paraty, onde ela ficou maravilhada com a beleza do passeio de barco que fizemos. Fomos à cidade de São Paulo, onde visitamos vários locais; fomos também à região de Campos do Jordão, ou seja, passeamos bastante, e ela teve a oportunidade de conhecer algumas cidades bem peculiares de nosso país.

A Kristi adaptou-se muito bem a culinária brasileira e a todos os nossos costumes, adorou o nosso clima e curtiu muito o sol e o calor de nosso país. No colégio que estudou, foi muito bem recebida e conquistou várias amizades, conseguindo interagir muito bem com seus professores, passando até peculiaridades e hábitos de seu país de origem.

A integração da Kristi foi plena em todos os sentidos, família, amigos, cultura, língua, clima, alimentação e etc… Em suma, fizemos que uma estoniana amasse o nosso Brasil em que tenha em seu coração e em sua mente ótimas recordações de momentos maravilhosos vividos aqui.

Finalizando, gostaria de deixar uma mensagem a minha querida filha: “Por todo lugar que você estiver, não interessa a distância, saiba que o seu pai brasileiro estará sempre com você no pensamento e principalmente no coração”.

Eu te amo…

kristi HFa - kristi HFa

Comentários

Intercâmbio nos Estados Unidos

eu - eu

Olá pessoal!
Meu nome é Elisa Castelo Branco, e fiz intercâmbio em Michigan, nos EUA em 2007/2008. O preparatório da viagem é um das partes mais angustiantes. Será que minha família vai gostar de mim? Será que eu vou gostar deles? E o lugar, como será? Gastamos horas e horas na internet pesquisando o lugar onde vamos morar. E cadê que eu achava informação da minha cidade? De tão pequena, praticamente não tinha informações! Porém, em Agosto lá fui eu, com a cara e a coragem. No começo tudo é muita novidade, muita informação, muito aprendizado, muita saudade e você acha que não vai dar conta… Porém com o tempo, tudo vai melhorando e a melhor fase da nossa vida começa. É tanta coisa nova.
Fui para uma escola bem pequena, que não chegava nem a 800 estudantes, o que facilitou no processo de fazer novas amizades. Me envolvi em várias atividades durante o ano. Participei de duas peças, joguei basquete (habilidades mínimas, mas o que vale é a experiência hahaha) e fiz atletismo. Fui a encontro de jovens de igreja.. muito divertido!
Minha família e eu nos demos muito bem. Eles são uns amores e tenho muitas saudades deles! Fui a terceira intercambista deles, e eles mostram que receber estudantes em casa é tão bom quanto ser um. Meu amigos, nossa, tenho certeza que são pra vida toda. Passamos por tanta coisa juntos.
As memórias são infinitas. Como esquecer da primeira neve? Da primeira (porém ,não única) queda na tentativa de esquiar? De presenciar a mudança das estações? Dos jogos da escola? Das viagens? Dos dias só jogando conversa fora? Com nossas invenções de cozinhar, sempre acabávamos fazendo a maior bagunça.
A diversão sempre esteve presente e nós aprendemos tanto, que nem sentimos. O inglês torna-se fluente, a vergonha de falar vai embora, amadurecemos, nos tornamos mais responsáveis e mudamos de idéia em relação ao mundo, pois aprendemos que tem muita coisa lá fora que antes não nos dávamos conta.
Mas o tempo passa rápido e é hora de voltar pra casa. A saudade aperta dos dois lados. Ficamos tristes e felizes ao mesmo tempo. Aí voltamos pra casa com a bagagem cheia, não só de roupas, presentes, comidas, mas de aprendizado, realização e uma nova maneira de ver as coisas.
Sem dúvida alguma, ser intercambista foi a melhor coisa que já fiz na minha vida!

Comentários

Letônia: uma boa opção

Nos últimos anos, estamos vendo vendo crescer a procura por países não tão conhecidos. Desde 2006, temos enviado regularmente estudantes para a Estônia e para a Hungria, mas para a Letônia só enviamos uma estudante brasileira e para um programa de curta duração. Ana Toledo, estudante do Rio de Janeiro, fez intercâmbio na Alemanha em 1999/2000 e em 2002 participou de um programa de curta duração na Letônia. Entre as novidades que trouxe de lá, disse que os Letões adoram flores e costumam presentear-se com elas. Aproveitando que a primavera está chegando, vamos relembrar o texto que a Ana nos enviou na época.
Let  nia 05 - Let  nia 05
Em julho de 2002 fiz parte de um programa do YFU Letônia chamado “Baltic summer programm for volunteers” que encontrei na Internet. Fiquei duas semanas na capital Riga, a mais cosmopolita dos países bálticos, na casa de uma família muito simpática e receptiva. Foram duas semanas inesquecíveis! A Letônia é um país duas vezes maior do que a Bélgica mas que só tem 2,5 milhões de habitantes. Destes apenas 63% são etnicamente letãos, um fato muito sensível para eles. A Letônia já foi dominada por suecos, alemães e russos em vários momentos de sua história. Para não perderem sua identidade, os letãos conseguiram com muito esforço manter seu idioma e suas tradições muito distintas contando sempre com a arte como instrumento. Uma das expressões artísticas favoritas deste povo é a música e a dança. O folclore letão contém uma das maiores coleções de canções tradicionais do mundo e diz-se que existe praticamente uma para cada letão. Ao contrário do que muitos pensam, a cultura letã e seu idioma em nada tem a ver com a cultura e idioma da Rússia.
A Letônia é muito rica em belezas naturais. A maior parte de seu território é composto de florestas. As praias também são muito bonitas, limpas e preservadas. São tão importantes que existem várias palavras em letão para dizer cada tipo de praia. Os letãos adoram flores e gostam de presenteá-las a amigos e pessoas queridas mesmo sem nenhum motivo especial. Os letãos são tímidos às vezes, mas muito calorosos e divertidos quando os conhecemos, além de adorarem a visita de estrangeiros interessados em sua cultura.
Fiquei muito feliz de ter conhecido um povo tão maravilhoso, uma cultura tão rica, uma paisagem tão fantástica e uma família hospedeira tão legal. A Letônia é incrível! E eu ainda tive a sorte de poder comemorar o meu aniversário lá! Com direito a muita música, dança e flores!
Let  nia 01 - Let  nia 01

Comentários

Por que escolhi o YFU?

Muitas vezes recebemos mensagens de pais e estudantes as quais nos emocionam e fazem com que desejemos continuar trabalhando para proporcionar aos jovens esse tipo de experiência de vida que não só o enriquece como indivíduo mas também transforma aqueles que o cercam. São esses sinais que nos demonstram que estamos trabalhando de fato por um mundo melhor e pela paz mundial.
Esta semana recebemos um e-mail de um ex-estudante de Belém que estava prestes a enviar seu próprio filho para a experiência de intercâmbio. Nesse momento de grande emoção e expectativa, Everton nos enviou o texto abaixo que serviu de estímulo para todos do escritório nacional e que, traduzido, foi enviado para todos os voluntários nos Estados Unidos que ainda trabalhavam na colocação dos últimos estudantes internacionais.

logo yfu 1 - logo yfu 1

Porque escolhi enviar meu filho através do YFU?

1 - Porque INQUESTIONAVELMENTE em se tratando de Realização de Sonhos, Desejos e Planos para o meu filho, eu como um pai não poderia correr riscos.
2 - Porque após verificar o histórico de seus dirigentes observei que: Tradicionalmente na contingência ( nos imprevistos ) seus Diretores são altamente capazes de solucionar problemas.
3 - Seus membros vestem a camisa, quero dizer HONRAM OS PRINCÍPIOS QUE OS NORTEAM, CUMPRINDO COM OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS.
4 - O YFU constrói e alimenta a VERDADE em todos os seus relacionamentos.
5 - O YFU age com ÉTICA, HONESTIDADE acima de todas as CIRCUNSTÂNCIAS.
6 - O YFU esta aberto para mudanças e inovações e VERDADEIRAMENTE se preocupa e CUIDA de seus intercambistas.
7 - O YFU se comporta com UM ESPRÍTO DE TIME e nutre esse sentimento.
8 - O YFU acredita em suas habilidades e TEM UM PROFUNDO RESPEITO PELO PRÓXIMO.
9 - Eu, como Pai escolhi o YFU, porque o YFU tem um sentimento… FAMÍLIAYFU.
10 - Enfim escolhi o YFU para enviar o que tenho de mais precioso ( MEU FILHO ) porque seus membros são APAIXONADOS PELO FUTURO.

Então, não posso ter errado.

Everton (Pai)

Comentários

Chegadas!

O período de junho a agosto sempre é movimentado no YFU. É época da chegada e da partida de estudantes. Este ano foi assim também.
Em julho, recebemos o grupo de estudantes internacionais. Estes ficarão um ano no Brasil, com famílias anfitriãs, frequentando uma escola de ensino médio, nas mais diversas regiões.
P6180182 - P6180182
No grupo de 2008, recebemos estudantes provenientes da Alemanha, Estônia, Finlândia, França, Nova Zelândia e Tailândia. Aqui no Brasil estão espalhados pelas cinco regiões.
Esperamos que todos os estudantes internacionais e suas famílias brasileiras tenham um ano maravilhoso, cheio de experiências enriquecedoras e gratificantes.

Comentários

Despedidas

bolo do kesk 1 - bolo do kesk 1
Os estudantes brasileiros que ficaram um ano letivo nos Estados Unidos estão de volta ao Brasil. A expectativa da família brasileira era grande e a alegria do reencontro deve ter sido maior ainda. As famílias americanas, por sua vez, viveram momentos difíceis na despedida, que, na verdade, são uma prova de que a experiência de intercâmbio valeu a pena.

Recebemos o depoimento de Lynn, mãe anfitriã no Colorado, que recebeu o Carlos Eduardo, do Rio de Janeiro.

We put Carlos on the plane this morning. We are all heartbroken. This is the hard part about exchange programs. Saying good bye. It was horrible. He didn’t want to leave, we didn’t want him to leave. Ugh!!!!! I can’t even imagine not seeing or talking to him everyday. I spent the last 9 months laughing more than I have in years.
Silvia, you must know that he was a perfect fit for our family.

fam  lia toda do kesk - fam  lia toda do kesk

Comentários

Minha experiência como mãe intercambista

<p>Bárbara Feitosa tornou-se mãe de intercâmbio em julho de 2007 e desde então tem muitas histórias para contar:

Kristina rein e hf - Kristina rein e hf

Passar pela experiência de ter um intercambista em casa é inesquecível. E mais inesquecível ainda se torna quando “esse anjinho” nos cativa, conquista, emociona e mostra que é uma pessoa ESPECIAL…

Nossa filha intercambista foi a Kristina Rein, ela tem origem Kasaquistanense-alemã, e ao contrário da visão que tinhamos do seu país de origem ela trouxe na mala um pedacinho SUPER especial e diferenciado de sua cultura, sendo ela capaz de mudar nossa visão pré-conceituosa, possibilitando assim o nosso aprendizado.

Um ano com ela passou mais rápido que o tempo de espera pela sua chegada. Os preparativos de despedida nos oferecem uma dupla sensação de saudades e satisfação.

Sua figura conseguiu representar fielmente a KRISTINA que descrevia em sua carta. Uma:
Kristina
Responsável
Irreverente
Simples
Testemunha
Internacional
Normal
Amorosa

Com essa figura: aprendemos bem mais do que ensinamos. Emociona-me falar dela. Sua garra nos fascinou e nos fez visualizar que as famílias podem ser cada vez mais unidas, através do respeito às diferenças. Uma garota jovem, discreta, responsável, paciente, compreensível que com sua pouca idade já conhece os valores mais importantes para produzir um mundo melhor.

As diferenças de idiomas, a princípio, nos distanciava dificultava a comunicação, mas em compensação conseguíamos viver intensamente cada momento utilizando-se de ferramentas que facilitavam nossa convivência diária. Creio que ela leve em sua bagagem a figura de uma família brasileira que a ama e sempre a terá no álbum de família.

No entanto declaráramos todo o nosso amor pela nossa filhinha.

Comentários

A Estônia está mais perto!

Em julho de 2008, receberemos 8 estudantes estonianas para passar um ano aqui. Desde 2003, o Brasil tem crescido como destino de intercâmbio para jovens estonianos. No momento, temos estonianos em Petrolina, Fortaleza, Caxias do Sul, Belém, Caçapava e Lagoa Santa. No ano passado, os estudantes ficaram Gravatal, Brotas, Maricá, Rio de Janeiro, Campinas e Vitória. Com isso, muitos brasileiros aprendem um pouco mais sobre este país jovem e distante, mas muito próximo no coração de tantas famílias brasileiras.
Segue abaixo um depoimento da mãe brasileira de um estoniano em intercâmbio no Brasil no ciclo 2007/2008.

andreas allikma hf - andreas allikma hf
Andreas Allikma: um rosto, a simpatia no olhar, mas a dúvida quanto ao lugar de onde ele vinha. Estônia !!!
Que país é este ??? Existe ??? Onde ??? Nunca ouvimos falar!!!! Então, eu e minhas filhas começamos a pesquisar para sabermos onde se localizava, qual a língua oficial do país, seu clima, entre outras tantas coisas…
Descobrimos que o país de Andreas existia sim. Sua localização era ao norte da Europa, fazendo divisa com a Rússia e Letônia, separado da Finlândia pelo golfo da Finlândia. Sua população, segundo censo de 2000, era de 1.361.242 pessoas para uma área de 45.000 km2. Puxa, Kadrina, sua cidade na Estônia, com um poucomais de 3.000 habitantes… Pequena demais!!! Inverno bastante rigoroso com neve de 75 a 135 dias por ano…
Imaginava alguém muito sério, difícil comunicação com alguém em que o país de origem estava sendo descoberto por nós naquele momento. Pedimos mais candidatos para seleção, no entanto o Andreas já havia nos conquistado. A Sarah insistia para que ele fosse o nosso desafio !!! E assim foi …
Lembro com graça quando fomos buscá-lo no aeroporto de Porto Alegre. Era uma noite muitíssimo fria, e Andreas estava vindo do Rio de Janeiro, vestindo camiseta e camisa de mangas curtas. Perguntei a ele se queria um casaco, e ele me respondeu que não sentia frio, e que estava muito bem daquele jeito. Percebi nesse momento que este estoniano era mesmo muito resistente, e com o passar do tempo ficou claro que não era apenas ao frio. Nosso menino que veio com aviso de que fumava 04 cigarros por dia, foi aceito mesmo não tendo nenhum fumante na casa, e por conta própria fez força para largar o vício. Temos muito orgulho dele, também por este fato.
Jovens têm problemas. “Eu sou louco”, é assim que Andreas fala de si. Mas, ele é encantador, não há melhor companhia para assistir filmes, pelo menos, é o único aqui de casa que não dorme no meio deles. Gosta muito de música, toca teclado muito bem, e está fazendo aulas de bateria aqui no Brasil, pois quer ter a sua banda na Estônia. Temos um pequeno estúdio em casa, Maurício toca muitos instrumentos e tem uma banda, e a Sarah já faz aulas de bateria há muitos anos .. penso que isso o estimulou ainda mais a aprender bateria.
Mc Donalds, sanduíche de bacon e Pizza Hut são a grande paixão de Andreas aqui no Brasil. Andreas foi muito bem aceito pelos colegas de escola, e é muito querido por todos onde quer que esteja … time de futebol, grupo de amigos de meus filhos (que agora são seus amigos também), família, … ele é muito engraçado com o seu jeitinho estoniano de ser …
Agradecemos imensamente a todos que oportunizaram à nossa família o convívio com este “estoniano amado”, que hoje me chama de mami, e que nos mantém em contato com sua família na Estônia, a qual hoje nos parece conhecer há muito, e pela qual temos um carinho muito especial.

Heloisa Broliato

Comentários

O mundo é João Ferreira

Mais um texto do nosso rico baú de lembranças dos nossos estudantes e ex-estudantes. Foi publicado no boletim informativo de setembro de 2004.
Antes - Antes
Cara comunidade YFUana, João Ferreira é uma megalópole. Caso vocês não sejam muito bem informados ou sua matéria preferida na escola tenha sido outra que não geografia, vou lhes dar uma mãozinnha - mas por favor, não fiquem mal acostumados. A capital secreta do mundo fica a 15 minutos de Juiz de Fora, tem no máximo 100 habitantes e se resume a uma rua (ou uma viela se preferirem).
Por favor não parem de ler por aqui achando que o autor desse texto está louco. Quando digo que o mundo é onde Judas perdeu as botas ou onde o vento faz a curva é o Mundo, é porque ele realmente é micro.
Bem, acho que é hora de me apresentar - antes que minha mãe leia isso e diga que essa não foi a educação que ela me ensinou, ou pelo menos tentou… Sou Vítor Carvalho Miranda, fiz intercâmbio na Alemanha - bem lá no norte, quase na Dinamarca - em 98/99 e há algum tempo venho tentando ser um ex-intercambista ativo.
A razão para tantas coincidências que vocês verão acontecerem, só pode residir no fato do mundo ser do tamanho de João Ferreira. Quando menos se espera, acha-se alguém conhecido ou que conhece algum conhecido seu.
Quando do meu ano de intercâmbio fiz um estágio no extinto consulado brasileiro em Hamburgo e, dentre outras coisas, fiz alguns vistos. Nesse tipo de procedimento analisa-se as fichas dos requerentes e qual não foi a minha surpresa quando li que um futuro intercambista iria para minha cidade. Algumas páginas a frente fiquei ainda mais impressionado: NOSSA! Ele vai para minha escola! E algumas linhas abaixo vi que ele morava a 1,5 km da minha casa em Westerrönfeld. O mais legal de tudo é que ele foi para a minha turma, e isso é uma enorme coincidência já que há 9 turmas da mesma serie.
Algo parecido aconteceu agora na escola onde estava dando o curso de orientação para os brasileiros que chegaram agora na Alemanha (aproveitando, faço um pequeno relatório da experiência: foi muito legal dar orientação para os tupiniquíns na Kartofelnland, já que os
gringos me suportaram 2 em Language Camps.Tudo correu sem grandes problemas e foi uma experiência gratificante e prazerosa). Qual não foi a minha surpresa quando chega um alemão dizendo que havia morado um ano com sua família na cidade vizinha à Capital Secreta do Mundo, freqüentara a minha escola e por fim tinha tido aulas com minha mãe.
Fato bem interessante também é que fui hospedado por uma ex-intercambista que veio para o Brasil e para quem eu dei aulas de orientação em meu primeiro LC.
Me ocorre agora uma outra curiosidade. Todos os intercambistas que vão para Deutschland tem um encontro no meio do ano para refletir sobre a experiência. Lá tem-se a oportunidade de se rever alguns conhecidos e conhecer pessoas de todos os cantos de João Ferreira, quero dizer, do Mundo. E no meu Mittelseminar conheci a Elsa, irmã da Leonor de Ilhéus (irmã do Geraldo para quem eu dei aulas agora na Alemanha).
Anos depois comecei a namorar uma Alemã que veio fazer um semestre na minha Universidade por meio de um convênio entre a UFJF e a Universidade de Passau. E qual não foi a minha surpresa quando ela estava vendo minhas fotos e reconheceu uma amiga sua: a Elsa irmã da Leonor.
Por todas essas curiosidades, encontros e desencontros, prezados membros do AEI-YFUi, recomendo-lhes atenção redobrada quando quiserem aprontar por aí!
“Êta mundin piqueno, sô!”

Comentários

O intercâmbio não tem fim

Há alguns anos publicamos em boletins informativos alguns textos de ex-estudates. Neste blog, publicaremos alguns para que estes ótimos textos não fiquem guardados na gaveta.

Camila e hsis pb 1 - Camila e hsis pb 1Meu nome é Camila. Fui intecambista na Alemanha entre 1999 e 2000 onde morei na cidade de Dresdem, capital da Saxônia, com uma família composta pelos pais (Monika e Ebehard), dois filhos (Stephan e Anna) que moravam na casa e mais uma (Mirjam) que estudava e residia em Berlim. Não preciso dizer que o ano de intercâmbio foi uma experiência inigualável na minha vida, a qual eu venho renovando desde que voltei através de serviço voluntário prestado ao YFU, visita ao meu país anfitrião e recepção de visitantes alemães. Posso e quero falar de todas essas formas que encontrei de manter acesa em minha vida a chama da experiência que vivi, mas vou começar pela visita que recebi em outubro de 2002.
Ainda durante meu intercâmbio na Alemanha meus pais anfitriões já planejavam uma visita ao Brasil para conhecer a minha família, minha cultura, meu país. Poucos meses antes do meu retorno nós já tínhamos feito vários planos, mas só pudemos colocá-los em prática dois anos depois. Meus pais chegaram no aeroporto de Guarulhos bem cedinho aquele dia. Fui buscá-los com um sorriso que vinha de uma orelha até a outra. Só esperava a Moni e o Ebs (forma carinhosa como meus pais são chamados), mas ganhei de presente a companhia da Anna, que veio de surpresa passar umas semanas comigo!
Minha família viajou por quatro estados do nosso Brasil. Começaram por Minas, subiram até a Bahia depois desceram para o Rio para voltar para São Paulo. Infelizmente eu não pude acompanhá-los em todas as viagens, mas fiz o possível para participar ao máximo da experiência de intercâmbio que eles viveram no meu país.
Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de trazer para o seu mundo pessoas que vivem uma realidade completamente diferente da sua. Para mim essa foi uma das experiências mais recompesandoras que eu tive até agora. Imaginem vocês as pessoas com quem convivi debaixo de muito frio e neve, num país de primeiro mundo onde tudo funciona com a precisão de uma engrenagem, colocadas na minha frente de chinelo havaiana, blusa do Olodum e nariz vermelho queimado de sol. Imaginem essas mesmas pessoas nadando numa lagoa azul em Ilha Grande (RJ) abraçados naqueles macarrões coloridos que são usados de bóia ou para fazer exercícios de hidroginástica. Imaginem, ainda, essas mesmas pessoas comendo churrasco na chácara da minha avó e tirando foto do pudim de leite condensado para mostrar para os que ficaram na Alemanha todas as novidades que existem por aqui.
Eu poderia passar horas e horas descrevendo para vocês todas os momentos memoráveis que passei com essa família aqui no meu país. Guardo tudo no coração: desde as coisas mais simples como ir ao supermercado ou arrumar a cama até o encontro e a despedida no aeroporto. Foram momentos inesquecíveis que eu só posso desejar que todos tenham a oportunidade de viver um dia.
Acreditem, pois o intercâmbio realmente não tem fim! Isso ocorre porque ele não é exclusivo daquele que pagou o programa e foi viajar. A experiência de intercâmbio envolve os familiares, amigos, futuros colegas de trabalho, namorados, maridos ou esposas, filhos, gente desde o seu cantinho de origem até a sua terra anfitriã. Ele nos acompanhará pelo resto de nossas vidas nas músicas que ouvirmos, nos cheiros que nos trazem lembranças, nas fotos, comidas, cartas, telefonemas e na saudade desse tempo tão mágico que vive escondido num cantinho do nosso coração.
Um beijo grande à todos!!
Camila Teixeira de Almeida

Comentários

« Publicações anteriores ·