Arquivo de Outubro de 2008

Intercâmbio nos Estados Unidos

eu - eu

Olá pessoal!
Meu nome é Elisa Castelo Branco, e fiz intercâmbio em Michigan, nos EUA em 2007/2008. O preparatório da viagem é um das partes mais angustiantes. Será que minha família vai gostar de mim? Será que eu vou gostar deles? E o lugar, como será? Gastamos horas e horas na internet pesquisando o lugar onde vamos morar. E cadê que eu achava informação da minha cidade? De tão pequena, praticamente não tinha informações! Porém, em Agosto lá fui eu, com a cara e a coragem. No começo tudo é muita novidade, muita informação, muito aprendizado, muita saudade e você acha que não vai dar conta… Porém com o tempo, tudo vai melhorando e a melhor fase da nossa vida começa. É tanta coisa nova.
Fui para uma escola bem pequena, que não chegava nem a 800 estudantes, o que facilitou no processo de fazer novas amizades. Me envolvi em várias atividades durante o ano. Participei de duas peças, joguei basquete (habilidades mínimas, mas o que vale é a experiência hahaha) e fiz atletismo. Fui a encontro de jovens de igreja.. muito divertido!
Minha família e eu nos demos muito bem. Eles são uns amores e tenho muitas saudades deles! Fui a terceira intercambista deles, e eles mostram que receber estudantes em casa é tão bom quanto ser um. Meu amigos, nossa, tenho certeza que são pra vida toda. Passamos por tanta coisa juntos.
As memórias são infinitas. Como esquecer da primeira neve? Da primeira (porém ,não única) queda na tentativa de esquiar? De presenciar a mudança das estações? Dos jogos da escola? Das viagens? Dos dias só jogando conversa fora? Com nossas invenções de cozinhar, sempre acabávamos fazendo a maior bagunça.
A diversão sempre esteve presente e nós aprendemos tanto, que nem sentimos. O inglês torna-se fluente, a vergonha de falar vai embora, amadurecemos, nos tornamos mais responsáveis e mudamos de idéia em relação ao mundo, pois aprendemos que tem muita coisa lá fora que antes não nos dávamos conta.
Mas o tempo passa rápido e é hora de voltar pra casa. A saudade aperta dos dois lados. Ficamos tristes e felizes ao mesmo tempo. Aí voltamos pra casa com a bagagem cheia, não só de roupas, presentes, comidas, mas de aprendizado, realização e uma nova maneira de ver as coisas.
Sem dúvida alguma, ser intercambista foi a melhor coisa que já fiz na minha vida!

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