O mundo é João Ferreira
Mais um texto do nosso rico baú de lembranças dos nossos estudantes e ex-estudantes. Foi publicado no boletim informativo de setembro de 2004.

Cara comunidade YFUana, João Ferreira é uma megalópole. Caso vocês não sejam muito bem informados ou sua matéria preferida na escola tenha sido outra que não geografia, vou lhes dar uma mãozinnha - mas por favor, não fiquem mal acostumados. A capital secreta do mundo fica a 15 minutos de Juiz de Fora, tem no máximo 100 habitantes e se resume a uma rua (ou uma viela se preferirem).
Por favor não parem de ler por aqui achando que o autor desse texto está louco. Quando digo que o mundo é onde Judas perdeu as botas ou onde o vento faz a curva é o Mundo, é porque ele realmente é micro.
Bem, acho que é hora de me apresentar - antes que minha mãe leia isso e diga que essa não foi a educação que ela me ensinou, ou pelo menos tentou… Sou Vítor Carvalho Miranda, fiz intercâmbio na Alemanha - bem lá no norte, quase na Dinamarca - em 98/99 e há algum tempo venho tentando ser um ex-intercambista ativo.
A razão para tantas coincidências que vocês verão acontecerem, só pode residir no fato do mundo ser do tamanho de João Ferreira. Quando menos se espera, acha-se alguém conhecido ou que conhece algum conhecido seu.
Quando do meu ano de intercâmbio fiz um estágio no extinto consulado brasileiro em Hamburgo e, dentre outras coisas, fiz alguns vistos. Nesse tipo de procedimento analisa-se as fichas dos requerentes e qual não foi a minha surpresa quando li que um futuro intercambista iria para minha cidade. Algumas páginas a frente fiquei ainda mais impressionado: NOSSA! Ele vai para minha escola! E algumas linhas abaixo vi que ele morava a 1,5 km da minha casa em Westerrönfeld. O mais legal de tudo é que ele foi para a minha turma, e isso é uma enorme coincidência já que há 9 turmas da mesma serie.
Algo parecido aconteceu agora na escola onde estava dando o curso de orientação para os brasileiros que chegaram agora na Alemanha (aproveitando, faço um pequeno relatório da experiência: foi muito legal dar orientação para os tupiniquíns na Kartofelnland, já que os
gringos me suportaram 2 em Language Camps.Tudo correu sem grandes problemas e foi uma experiência gratificante e prazerosa). Qual não foi a minha surpresa quando chega um alemão dizendo que havia morado um ano com sua família na cidade vizinha à Capital Secreta do Mundo, freqüentara a minha escola e por fim tinha tido aulas com minha mãe.
Fato bem interessante também é que fui hospedado por uma ex-intercambista que veio para o Brasil e para quem eu dei aulas de orientação em meu primeiro LC.
Me ocorre agora uma outra curiosidade. Todos os intercambistas que vão para Deutschland tem um encontro no meio do ano para refletir sobre a experiência. Lá tem-se a oportunidade de se rever alguns conhecidos e conhecer pessoas de todos os cantos de João Ferreira, quero dizer, do Mundo. E no meu Mittelseminar conheci a Elsa, irmã da Leonor de Ilhéus (irmã do Geraldo para quem eu dei aulas agora na Alemanha).
Anos depois comecei a namorar uma Alemã que veio fazer um semestre na minha Universidade por meio de um convênio entre a UFJF e a Universidade de Passau. E qual não foi a minha surpresa quando ela estava vendo minhas fotos e reconheceu uma amiga sua: a Elsa irmã da Leonor.
Por todas essas curiosidades, encontros e desencontros, prezados membros do AEI-YFUi, recomendo-lhes atenção redobrada quando quiserem aprontar por aí!
“Êta mundin piqueno, sô!”
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